Às vezes, lhe dizia: "cuidado bebê, não atravesse a rua! Se aquieta! Quero te ver sempre assim, feliz!"Quem passava ficava rindo de mim, me achando louca. Já ele? Nem ligava, se achava o dono do mundo, e era mesmo.. Ele tinha todas as manhãs só para ele! E eu não tenho nada, nem a liberdade de minhas manhãs..Então, eu me embriagava em sua alegria, sua liberdade me contagiava, sua agilidade era minha. Acabou. O que faço sem ele? Em que páramo estará brincando com as borboletas? Que sol, que vento, que manhãs terá encontrado? Ele era meu e eu dele..
Agora, me apego apenas ao que dizem por aí: Gatos não morrem, mais preciso - se somem - é dizer que foram rasgar sofás no paraíso e dormirão lá, depois do ônus de sete bem vividas vidas, seus setes merecidos sonos.
Sushi ♥

